• Redação Obra Prima

Casas populares de madeira? Pode!


Construtoras Tenda e Tecverde apostam no segmento de casas de madeira, estilo wood frame off-site, que atendem inclusive o programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida.


A construtora paranaense Tecverde montou uma casa sustentável de 202 metros quadrados em 16 horas, divididas em dois dias, na cidade de Vinhedo, interior de São Paulo. Fonte: Terra / Foto: Divulgação


Muito se comenta sobre a construção off-site e do processo de industrialização dentro da construção civil. Este interesse no assunto não é à toa já que muitas construtoras e incorporadoras estão estudando e aplicando estas tecnologias para cada dia mais modernizar e otimizar a cadeia produtiva do setor.


Quando falamos de industrialização, o mercado imobiliário tem considerado como uma construção industrializada, aquela obra ou projeto que utiliza um sistema construtivo, nas fases estruturais ou de fechamento, produzido em um ambiente fabril (dentro ou fora da obra) e posteriormente montado/acoplado ou instalado na posição de serviço.


Uma das construtoras pioneiras a apostar na construção off-sit é a Tecverde, que desenvolve este processo construtivo que acontece fora do canteiro de obras, ou seja, as peças e componentes da obra são produzidos em um ambiente externo (fábrica) e quando prontas, são transportadas ao terreno onde serão montadas.


De acordo com a Tecverde o sistema adotado para a construção da casa emite 80% menos CO2 e produz 85% menos resíduos com 70% de seu processo industrializado.A construtora afirma que uma casa de 250 metros quadrados demora cerca de uma semana para ser produzida na fábrica e leva três dias para ser montada. A tecnologia utilizada pela empresa foi trazida da Alemanha, em 2010, quando a fábrica da Tecverde foi construída no Paraná. Casa foi construída em apenas 16 horas. Com acabamento, o prazo para entrega de uma casa sustentável de 250 metros quadrados é de cinco meses. Fonte: Terra / Foto: Divulgação



Novo modelo de negócio da Tenda


Casa de condomínio da Alea, startup de habitação da constutora/incorporadora Tenda.




Sendo uma forma mais produtiva e ágil de construção, é inevitável que o sistema off-site seja visto como uma força transformadora dentro da construção civil. Em dezembro de 2019, a segunda maior incorporadora do Brasil – a Construtora Tenda – já divulgava sua intenção de investir na construção industrializada off-site, como forma de potencializar seus negócios e atingir um maior número de cidades.


Em setembro de 2020 esta proposta se confirmou quando a Tenda anunciou que, efetivamente, estava desenvolvendo uma “fábrica de casas”, em um modelo de construção off-site com base no sistema construtivo de wood frame (painéis de madeira), utilizado em imóveis de alto padrão em inúmeros países pelo mundo.

Trazendo mais corpo para este anúncio ao mercado, a construtora apresentou em seu Tenda Day 2020 – evento dedicado aos investidores da companhia – as motivações que levaram a esta decisão.



Ao levar uma obra para o ambiente fabril é possível executar várias etapas ao mesmo tempo, contando com um maior controle de qualidade, já que os processos deixam de ser artesanais e passam a ser padronizados. Para que a industrialização seja efetiva, segundo o CEO da Tenda Rodrigo Osmo, é necessário pensar nestes três pilares: Padronização, escala e abordagem industrial:


Padronização: a padronização é importante na industrialização pois ela minimiza a complexidade na cadeia produtiva, permitindo a utilização da abordagem industrial. Quanto mais variantes existem no projeto, mais artesanal se torna a construção.


Escala: Permite a continuidade construtiva. Sem a esta continuidade é impossível organizar, de forma eficiente, o processo na linha de produção.


Abordagem industrial: Pensar como uma indústria, com a padronização dos processos, ferramentas de gestão e linha de produção, deixando de lado o pensamento artesanal da construção civil.


Outras características também são responsáveis pela eficiência do modelo industrializado: Otimização do tempo e do prazo de obra, já que a produção acontece em ambiente fabril livre de intempéries climáticas; sustentabilidade com a redução no uso de água e menos geração de resíduos; Precisão orçamentária; Maior produtividade na fábrica e no canteiro de obras; Mobilidade; maior eficiência, por meio da automação; e Redução de custos indiretos de obra.


Geração de valor


Um ponto destacado pelo CEO da Tenda, no Tenda Day, é a geração de valor social que a construção off-site irá proporcionar. O conforto térmico – ponto bastante levantado também pela Tecverde – é um dos grandes diferenciais do sistema construtivo em wood frame, atuando diretamente na melhora da qualidade de vida dos moradores, já que residências com este sistema construtivo têm um melhor desempenho térmico, quando comparadas com as de alvenaria convencional.


Segundo Osmo, para as moradias da faixa econômica, principalmente em regiões do interior do país em que as casas acabam sofrendo maior insolação, o conforto térmico será de extrema importância para proporcionar uma moradia digna à população.



Seguindo essa linha, Osmo ainda destaca a geração de valor econômico e sustentável para a construção off-site em wood frame: do ponto de vista econômico tem-se o custo competitivo da operação e a necessidade de baixa escala mínima local. Já, o valor sustentável vem da utilização da madeira plantada, que são consideradas neutras em carbono, uma vez que o gás gerado pelo seu transporte e beneficiamento é quase inteiramente compensado durante sua fase de crescimento.


A Tecverde, que é pioneira no sistema construtivo em wood frame no Brasil, possui dados bastante consolidados de sustentabilidade em sua produção, avaliando as reduções no uso de água em 90%, redução na geração de resíduos em 85% e redução na emissão do gás carbônico em 80%.


Sistema Wood frame

A tecnologia wood frame é um dos sistemas mais eficientes do mundo para construção de habitações. Surgiu há mais de 100 anos na América do Norte possibilitando a construção de moradias com recursos naturais locais, de fácil manuseio e com conforto térmico tanto nas regiões frias como quentes dos Estados Unidos e Canadá.


Com o tempo o sistema foi se aprimorando e ganhando novos elementos para aumentar ainda mais a durabilidade, segurança, conforto e desempenho das casas. A tecnologia é aplicada em grandes proporções também na Europa, África do Sul, Japão, Nova Zelândia, Chile, Austrália e agora, vem despontando no Brasil.


Depositphotos


A estrutura de madeira é produzida em Pinus oriundo de florestas plantadas e certificadas. Todas as peças são tratadas de acordo com a norma NBR7190 garantindo a durabilidade. Além do tratamento químico, todas as peças de madeira são envoltas por chapas e membranas, nunca ficando expostas ao tempo e sem trazer a estética de casa de madeira.

Para a Tenda, de acordo com seu Diretor Executivo Off-site, Alex Hamada, no processo de fabricação em wood frame, além do ciclo de beneficiamento da madeira, é possível destacar mais dois grandes grupos produtivos: os de produtos acabados nacionais (drywall, materiais elétricos) e os de itens importados (parafusos, conectores).

Com todos os benefícios e valores incorporados, para Hamada, é possível entregar um produto superior (do que os tradicionais) com um custo mais competitivo no mercado, o que se traduz num melhor produto ofertado: melhor localização, melhor área, melhor preço e melhor urbanismo. A combinação desses elementos traria uma maior vantagem competitiva a longo prazo, reforçando a importância do ganho de escala. Quer saber mais sobre o desempenho do sistema wood frame e seu atendimento às normas técnicas brasileiras? Baixe nossos e-books: www.tecverde.com.br/nossos-materiais

Transformação digital


Projeto Tecverde. Redação AECweb / e-Construmarket

O Tenda Day também trouxe outro tópico bastante discutido no ano de 2020: A transformação digital na construção civil. A transformação digital é uma mudança estrutural dentro das organizações que traz a tecnologia como o centro da operação, e não mais como ferramenta secundária.


Na construção civil existem muitas tendências tecnológicas, o BIM (Building Information Model, em português Modelagem da Informação da Construção) é uma delas e já está sendo utilizado pelos grandes players do setor. A Tecverde, por exemplo, utiliza o modelo em todo seu processo construtivo, garantido a eficiência dos projetos.

Dentro do tema, transformação digital, a Tenda também traz as questões em referência ao marketing e vendas. Em 2020, houve uma demanda crescente pela digitalização destes processos, principalmente em decorrência das ações de contenção ao Coronavírus. Atrelada a estas restrições, a construtora também implantou diversas ferramentas de marketing digital, captação, tratamento de leads e gestão de processos para otimizar ainda mais a jornada do cliente.

No primeiro semestre de 2020, a Tecverde lançou uma série de e-books sobre como digitalizar os processos de marketing dentro da construção civil. Para baixar acesse: www.tecverde.com.br/nossos-materiais Você também pode assistir ao Tenda Day, completo, pelo link: https://www.youtube.com/watch?v=2gmeHpq3n7o

Quer construir com este sistema construtivo?



A industrialização é, certamente, o futuro da construção mundial. Com sede na cidade de Araucária (PR), a Tecverde atua como parceira de construtoras e incorporadoras de todo Brasil, na produção efetiva das residências.


Seu sistema possibilita a construção de casas (térreas e duplex) e prédios de até 4 pavimentos. Com mais de 10 anos de operação, a empresa realiza esta transição nas construtoras – do convencional para a industrialização wood frame – com rapidez e qualidade, sem necessitar de investimentos prévios ou na reformulação da sua equipe.


Primeiro prédio em wood frame produzido no Brasil foi da Tecverde, em Araucária. Foto: Franklin Chao/Divulgação

A fábrica já possui toda estrutura necessária para produzir até 15 unidades habitacionais por dia além de atuar na redução considerável dos custos indiretos em seu canteiro de obras. Atualmente, há mais de 20 mil pessoas morando em residências Tecverde, com um índice de satisfação de 92%, conforme pesquisa. Para saber mais, entre em contato conosco: www.tecverde.com.br/contato


Fonte: Tecverde



 

Residências custam a partir de R$ 200 mil no programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida


Por Forest Digital

Uma das maiores construtoras de habitações populares do Brasil, a Tenda acaba de lançar seu terceiro projeto-piloto de casas de madeira, um mercado ainda pouco explorado no Brasil. A meta da companhia é fabricar anualmente 10 mil residências do gênero a partir de 2026. Para atingir seu objetivo, o grupo vai investir de R$ 75 milhões a R$ 100 milhões por ano, nos próximos quatro anos.


O projeto foi lançado com a marca da Alea, startup de negócios da Tenda com foco em woodframe. O empreendimento está localizado em Santa Bárbara D’Oeste e conta com 75 unidades, sendo que 35 foram vendidas em questão de 20 dias. Com dois dormitórios e área de 47,5 metros quadrados (m²), as residências custam a partir de R$ 200 mil no programa Casa Verde e Amarela, antigo Minha Casa Minha Vida.


O próximo lançamento será um conjunto de 168 casas em Iperó, cidade de 40 mil habitantes também no interior paulista. Outros dois empreendimentos já haviam sido lançados em Mogi das Cruzes e Leme, somando 99 unidades – das quais mais de 60% foram vendidas a valores entre R$ 140 mil e R$ 180 mil, dentro do programa popular habitacional.

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