• Redação Obra Prima

Sui Generis

Casa Sui: Sui de sua, de particular. Da expressão em latim Sui Generis, aquilo que é único e original. O peculiar. A edificação erguida em apenas 20 dias pousa sobre o icônico jardim do Palácio das Mangabeiras, na capital mineira. Há respeito com o entorno e sincronicidade. Um diálogo gentil com o que já estava lá e passou a fazer parte como unidade. Conheça os detalhes deste projeto inspirador, realizado pela Nídia Duarte Arquitetura. Fotos: Estúdio NY18, Daniel Mansur, Henrique Queiroga e descrição da arquiteta.



De formato horizontal, linear e com a base propositalmente recuada, a Casa Sui é abraçada pela natureza por todos os lados. A arquitetura fluindo por entre os jardins. Os jardins avançando arquitetura adentro. A simbiose perfeita a serviço da conexão. A casa foi projetada toda em estrutura metálica, com módulos múltiplos de 6 metros, considerando-se barras metálicas de 12 metros, pensando assim na otimização dos materiais, na facilidade de execução e rapidez do processo. A edificação é facilmente adaptada a qualquer lugar.





Portas pivotantes dobradas de duas em duas compõem toda a extensão da fachada, e permitem a contemplação do exterior de todos os ângulos. Além da abertura e vedação, há uma outra surpreendente função. Tramadas manualmente em corda náutica, as portas criam brises que filtram a iluminação natural e proporcionam um jogo efêmero de luz e sombra.




O estar gourmet que é uma verdadeira ode aos encontros e reencontros. A ilha de cocção, a mesa acoplada e o sofá orgânico fazem uma conexão direta com um layout fluido e flexível. Dos tons mais claros aos acinzentados, do toque caloroso da madeira ao mix de texturas, tudo é afeto e acolhimento. Ao fundo, uma parede curva que abriga uma estante e também projeta um jardim vertical, juntamente à uma adega. Destaque para a estante com prateleiras em madeira rústica, que acomodam as cerâmicas, adega climatizada, frigobar e ainda um cantinho dedicado ao café.



Conectado diretamente à varanda frontal, envolvido pelo jardim, um cantinho para o café da manhã e sofás que se intercalam com as árvores. Uma chaise em ferro e madeira do artista mineiro André Ferri, propício para os momentos de leitura em meio ao desfrute da natureza. A malha em vergalhão que deixa a luz entrar livremente e a vista alcançar o belo visual em meio às araucárias e palmeiras.





Mais reservado, o quarto, enquadrado numa estrutura de madeira, segue a linha solta com a cama posicionada ao centro e direcionada para o jardim. De um lado, a chaise Sui desenhada pela arquiteta exclusivamente para o ambiente, compõe com os quadros da Daniel Mansur, e do outro, o armário acoplado ao quadro amadeirado. Ao fundo da cama, o painel de quartzito verde esmeralda, que faz vez de cabeceira, dá privacidade ao uso do banheiro ao fundo, acompanhado de uma banheira de imersão e também de uma estante em forma de colmeia. A iluminação pontuada valoriza a volumetria, as texturas e elementos que merecem destaque.















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