• Redação Obra Prima

Um espaço valioso

Nada melhor do que a sensação de desfrutar o ar livre. Daí as varandas e coberturas estarem no topo das pesquisas das plataformas de arquitetura mais inspiradas. A utilização desta área da casa, seja ela grande ou pequena, cria uma ligação maravilhosa entre a área interna e externa. Um valioso espaço de estar, aberto, para ser muito bem explorado. É o caso da Casa Quatá, numa vila paulistana dos anos 50, transformada pelo escritório Canoa Arquitetura. Fotos: Manuel Sá.



Com varandas pequenas, é absolutamente essencial que você maximize cada centímetro de área útil. É preciso usar os limites que você tem de maneira inteligente para tirar o melhor proveito. É imperativo que se brinque com o espaço e crie ilusões para parecer que você realmente tem mais metro quadrado do que tem.



O uso de uma área na sala de estar no perímetro ou borda da sua pequena varanda permite que você crie uma extensão visual do seu espaço interno. É realmente importante alterar as dimensões usadas para os assentos, sem que isso represente menos conforto.



As plantas são fundamentais para dar vida e fazer a conexão com a natureza. É comum utilizar jardins verticais e plantas suspensas, em ambientes mais reduzidos. Mas saiba que mesmo grandes espécies, estrategicamente plantadas para compor a volumetrias, podem criar um ponto de atração bastante interessante, independente do tamanho da área.



Os assentos embutidos ou em alvenaria são sempre encantadores. Eles são práticos e otimizam o espaço, podendo ser instalados na parte coberta e não coberta, expandindo o pátio.


Sobre a execução o projeto da Casa Quatá



Por Canoa Arquitetura


O projeto de intervenção em uma casa de vila dos anos 1950 teve como ponto de partida tratar de uma carência comum dessa tipologia, a de espaços de estar abertos. O imóvel já havia sofrido reformas anteriores que mantiveram descoberta apenas a garagem presente no recuo frontal.




Com a premissa de transformação desse espaço em área de convívio e lazer, propôs-se a criação de um jardim exuberante, apesar das dimensões reduzidas. Se, por um lado, este novo lugar sugere uma diferente relação com a casa – agora muito mais aberta a ele – também traz a oportunidade de uma nova relação com a vila. Com a abertura de um grande portão de correr junto à rua, o jardim torna-se praça.




O interior da casa, de planta estreita e alongada – 4,60 x 15m – apresentava trechos de difícil ocupação, assim como espaços ociosos na disposição de layout usual para uma residência daquele porte. Buscando uma distribuição mais equilibrada do programa, uma nova varanda ocupou a porção inicial da sala de estar, estabelecendo um ambiente de transição entre o jardim e o interior de casa e oferecendo uma alternativa para refeições na área externa.



Para viabilizar a demolição na fachada em quase toda a sua extensão transversal, foi utilizado reforço estrutural em chapas de aço. A caixilharia, em perfis de aço tipo “cadeirinha” bastante esbeltos, permite grande abertura da sala por meio de portas de correr.



Para dar suporte aos usos previstos no jardim, um elemento linear de concreto aparente foi disposto longitudinalmente, junto à divisa lateral, comportando um pequeno tanque para banho, um banco para o jardim e uma bancada de apoio para refeições na varanda.



A mesma solução foi rebatida à porção posterior da casa, onde novos elementos procuraram dar uso à área sob a cobertura de vidro existente. Além do banco-suporte de concreto, o balcão de bar e o jardim incorporados tornaram aquele um espaço de permanência.












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