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Hospedagem estilo glamping em Goiás traz conceito sustentável arquitetônico

O primeiro glamping da cidade explora o conceito de domo geodésico, também inédito na cidade. Trata-se de uma estrutura arquitetônica que reúne polígonos ligados em linha reta, geralmente em formato triangular, que formam uma esfera ou parte dela. Apesar do conceito existir há milhares de anos, os primeiros domos construídos na arquitetura remontam ao ano de 1922, na Alemanha. Desde então, a estrutura começou a ganhar o mundo e, quase um século depois, chega a Pirenópolis para proporcionar uma experiência mais íntima com a natureza.




Localizado em Pirenópolis, no interior do Estado de Goiás, a estância Olho do Dragão Mountain House, propões receber viajantes no estilo glamping - oferta de hospedagem que reúne os conceitos de “glamour” e “camping”. A propriedade é formada por casas de veraneio e fica a sete quilômetros da cidade, recebendo turistas que buscam mais contatos com a natureza, mas não querem deixar de lado o conforto proporcionado pelos hotéis, resorts e pousadas.




“O glamping permite contemplar todos os benefícios da natureza, mas sem perder esse conforto como um banho quente, o uso de ar-condicionado, se aquecer com o calefator ou até mesmo acessar a internet para resolver alguma demanda do trabalho ou entrar em contato com os amigos e familiares”, explica o empreendedor e idealizador do projeto, Neylon Jacob, que conheceu experiências de glamping em outros países.




Com mais de 100 metros quadrados, o glamping de Piri está a dois metros do chão. Foi implantado em um grande deck de madeira. É composto de uma tenda geodésica com área interna de 38 metros quadrados, revestida com lona especial - material utilizado em glampings pelo mundo - com calefação interna, ar condicionado, canais de streaming e wi-fi, além de amenities e blends.



Junto à tenda, uma área descoberta oferece rede horizontal suspensa e uma banheira de hidromassagem com cromoterapia com vista para a Serra. “Neste último caso, a hidro contará com quatro cores (amarelo, verde, vermelho e azul) com o objetivo de mudar as vibrações do corpo na frequência da saúde, do bem-estar e da energia”, detalha Jacob.


Fonte: Panrotas

Fotos: Divulgação



Inspiração


Dragon's Eye – País de Gales, inspirada na lenda do dragão galês, a cabana localizada em Llanbedrog tem formato de olho e suas paredes são cobertas por folhas de aço inoxidável, fazendo referência às escamas do animal. A fachada de vidro permite apreciar a vista maravilhosa de um lago, sem falar no aconchego de uma cama giratória, da lareira na parte externa e da banheira de hidromassagem compartilhada do local. Além de estar mais perto da natureza e poder passear de barco ou se divertir na sala de jogos, existem outras opções para quem quer se entreter no local, como bares, restaurantes e praias a poucos minutos de distância.


Fonte: Blog Winvestments

Fotos: TripAdvisor










Sobre os domos geodésicos e suas vantagens na construção civil


Também chamados de cúpulas ou abóbadas, os domos geodésicos são estruturas compostas por uma rede de polígonos, geralmente triângulos, que formam uma esfera, ou parte dela.




Epcot Center, EUA. Foto: Katie Rommel-Esham


Considerado como o pai do domo geodésico, Richard Buckminster Fuller, chamado de Bucky, foi um visionário, designer, arquitecto, inventor e escritor americano. Em busca por auxiliar no desenvolvimento de técnicas e soluções tecnológicas que pudessem melhorar a condição humana de forma eficiente ainda na década de 30, tendo como base os conceitos de sinergia e “maximização dinâmica” (elaborado por ele), suas ideias já vislumbravam o conceito de uma arquitetura sustentável e de baixo impacto ambiental muito antes deste conceito ser criado.


Vantagens dos domos geodésicos:


  • Eficiência Energética: Por ser uma forma esférica os fluxos de ar são circulares, o que torna mais fácil a climatização, e por ter uma cobertura curva, a superfície que enfrenta o sol é menor, por isso não há grandes variações de temperatura no verão e inverno. Além disso, quando comparado com uma estrutura em forma retangular semelhante, a cúpula tem 30 por cento menos de área de superfície, o que significa uma economia de cerca de 30 por cento para aquecimento ou resfriamento.

  • Construção rápida e limpa: É uma estrutura relativamente fácil e rápida de construir e transportar, além disso gera muito menos resíduo que as estruturas tradicionais;

  • Resistência as intempéries: A estrutura é leve e resistente, capaz de resistir a ventos fortes, terremotos e tormentas de neve.

  • Vãos livres: Como a estrutura não possui pilares, há mais espaço livre no interior.

  • Ventilação Natural: Com aberturas bem orientadas, na base, meio e topo, fornece uma excelente mistura do ar e temperatura, e pode funcionar como efeito chaminé. A boa circulação do ar, devido a forma esférica, não permite o estancamento do ar que pode criar proliferação de fungos, bactérias ou umidade.

  • Redução dos custos iniciais: Por necessitar uma menor quantidade de material empregado, há uma redução dos custos de materiais, e também por ser uma estrutura relativamente fácil de montar, há uma redução também nos custos de mão de obra.

Fonte: SustentaAqui

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