• Redação Obra Prima

Design de interiores pós pandemia

Atualizado: 4 de jul. de 2021

Existem várias frentes de tendências para 2022, como quer o mundo globalizado. O estilo clássico, atemporal e de longa duração, jamais perde sua relevância, mas as chamadas microtrends, que surgiram sob a influência da pandemia, não podem passar despercebidas por todas as esferas da vida, o que inclui a arquitetura e a decoração. Listamos aqui algumas mudanças mais evidentes que já estão por aí.





Cores neutras para o interior

A principal tendência até 2021 era a “naturalidade”, e a pandemia apenas a exacerbou. Passamos a ficar muito mais tempo em casa, e os detalhes brilhantes do ambiente começaram a incomodar a muitos. Agora todos esperam tranquilidade e relaxamento, e muito conforto. A paleta de cores básicas vem ao encontro deste sentimento. Prevalecem tons claros como branco, bege, rosa claro e cinza claro, que podem ser compostos com cores mais suaves e até mais escuras, como o ocre, camelo e cinza-acastanhado.



Formas sinuosas

Suavidade e formas femininas estão no auge, tanto na arquitetura como na escolha de móveis e decoração. Hoje, linhas e layouts rígidos são suavizados por móveis sem cantos. É fácil perceber em mesas, luminárias, pufes e sofás, especialmente de design, suas formas arredondadas. Mesmo cadeiras e bancos têm um corpo flexível, em vez de uma estrutura rígida e reta.



Menos vale mais

Durante a pandemia, o estar em casa levou as pessoas a prestar mais atenção no que lhes é essencial ou totalmente dispensável. E isso afetou não só o guarda-roupa, mas também os objetos e móveis, levando ao uso mínimo deles. Além de que um espaço arejado, com boa ventilação e circulação, é muito mais saudável e fácil de manter. Mas este é um estilo que exige designes modernos e relevantes, numa época de economia e de consumo comedido. Se por um lado é desejável ter peças autorais, que darão peso ao ambiente, por outro, o valor pode não caber no seu bolso. Neste caso, conta o bom senso, a criatividade e o bom gosto.



Mais natural

O isolamento em casa também levou à procura pela natureza, e de se cercar de materiais e texturas orgânicas, como pedras, madeira, tecidos naturais, como algodão e linho, e cerâmica – nos vasos, sem brilho nem polimento. Móveis de madeira clara também estão em alta. São mais leves, fazem o ambiente parecer mais espaçoso e até mais luminoso. Também absorvem menos pó, pelo menos visivelmente.



Privacidade necessária

A funcionalidade das instalações foi ampliada e a sala de estar foi bastante afetada com isso. A privacidade agora é uma necessidade, principalmente em ambientes confluentes que precisam ser compartilhados, como no caso de crianças que precisam estudar e adultos em home office. Nesse caso, as divisórias são bastante úteis para criar áreas privadas. Podem ser acústicas, com portas de vidro, por exemplo; estruturais, erguidas com drywall; improvisadas com cortinas grossas e até mesmo com plantas.



Local de trabalho adequado

Funcionalidade e ergonomia estão na ordem do dia. A pandemia mostrou que trabalhar na mesa da cozinha, no sofá ou na cama não é apenas inconveniente, mas também perigoso para a saúde. O ideal seria montar um escritório confortável. Mas se não dá para planejar nada, por enquanto, o negócio é remanejar os móveis. Não deve faltar um canto para uma pequena mesa ou escrivaninha. Afinal, elas sempre existiram.



Jardim interno

O tema eco e a proximidade com a natureza, já faz tempo, vieram para ficar. Mas isso foi profundamente sentido durante o período de isolamento, quando todos sentiram saudades de ir para o campo ou para a praia, e de ficar em contato com a mata e o ar fresco. Cuidar de vasos de plantas deixou de ser um hobby para se tornar uma atividade rotineira. Mas plantas bem como animais precisam de cuidados. Para quem tem pouca afinidade com elas, é melhor começar por espécies menos caprichosas, como sansevieria, monstera ou ficus elastica.

Outro ponto: não exagere na quantidade de plantas, o ambiente pode ficar parecendo uma estufa e perder o aconchego. Também deve-se levar em conta a iluminação, no inverno e no verão, umidade, circulação de ar, a troca de vasos, rega...




Fonte: InDecor Trends






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